Casa conectada: o que é e como pode mudar sua rotina?

casa conectada

Imagine que você está no trabalho e, ao se dar conta que esqueceu algum aparelho ligado em casa ou uma fechadura aberta. Então bastou apertar um botão ou dizer uma só frase, mesmo longe, para resolver o problema. Não é uma cena de filme futurista, é a casa conectada, também conhecida como casa inteligente.

Segundo a Associação Brasileira de Automação Residencial e Predial (Aureside) atualmente, das 63 milhões de residências brasileiras, apenas 300 mil têm alguma automação, mas a expectativa é que, em dois anos, a tecnologia chegue a dois milhões de lares. Dos serviços que a Inteligência Artificial (IA) oferece, os mais comuns são: sistemas de iluminação, segurança e automação de cortinas.

Em 2019, com a chegada oficial dos alto-falantes inteligentes da Amazon e Google no Brasil e também pelo investimento de empresas em dispositivos de casa conectada, como lâmpadas, plugues de tomada e câmeras, o conceito de casa conectada tem crescido no país.

As gigantes de tecnologia tem lançado dispositivos que apontam o próximo passo para as residências. Equipados com inteligência artificial (IA), os novos aparelhos não só respondem a comandos via internet, como ligar e desligar. Eles têm um “cérebro próprio”, capaz de tomar decisões para facilitar o dia a dia das pessoas. 

Como usar a tecnologia

Ter uma casa conectada significa poder controlar equipamentos à distância, usando a internet, para que eles executem as ações por conta própria e se conectem uns com os outros.

Equipamentos como uma lâmpada do teto ou do abajur, uma cafeteira, as cortinas, a televisão. Alguns poderiam executar ações como agendar alarmes, marcar eventos no calendário e tocar música.

Com uma rede Wi-Fi conectada à TV, por exemplo, você poderá escolher filmes, séries e vídeos sem o uso do controle remoto. Em cortinas, máquinas de café, microondas, é necessário o uso de um plug inteligente, encontrado em casas de material de construção.

É possível estabelecer rotinas personalizadas para o conjunto dos aparelhos inteligentes da sua casa. É possível criar, por exemplo, o modo “cheguei” para que, quando você diga isso a sua residência, a luz se acenda, o ar-condicionado ligue, o chuveiro comece a esquentar e o som toque sua música preferida, tudo de uma vez.

E como deve ser prático quando estiver se arrumando para o trabalho, você ainda pode dar “bom dia” para o seu assistente e conversar com ele para saber da temperatura prevista para o dia, o trânsito e as principais notícias do momento. Se permitir, o sistema ainda pode ler seus e-mails, conferir sua agenda e enviar as mensagens que você deseja pelo WhatsApp.

Com isso, será possível executar mais de um milhão de ações de forma automatizada dentro de casa. Afinal, o consumidor que decidir levar esses aparelhos inteligentes para o seu dia a dia ainda poderá configurá-los da forma que preferir.

Produtos diversificados no mercado

Já existe um leque diversificado de dispositivos no mercado que permitem controlar quase tudo a partir do seu smartphone, tablet ou computador. Desde a fechadura da casa, passando pela iluminação, ar condicionado, eletrodomésticos e até mesmo a banheira, praticamente tudo já pode ser automatizado e integrado.

A LG, por exemplo, exibiu uma nova máquina de lavar roupas inteligente. O eletrodoméstico tem autonomia para controlar todo o processo de lavagem. Ao usuário, basta colocar as roupas, o sabão e o amaciante. Sozinha, a máquina identifica os tipos de tecidos, seleciona o modo de lavagem e até avisa o dono das roupas caso ele exagere na quantidade de sabão em pó. 

Os dispositivos automatizados estão encontrando utilidades reais, sendo refinados, apesar de ainda serem muito caros. Uma cama “inteligente” que esfria e aquece cada lado do colchão separadamente custa a pechincha de US$ 8 mil. Já a torneira da Moen que ajusta a temperatura e até a quantidade exata de água que deve liberar sai mais em conta, por US$ 430. Apesar dos valores, é evidente que são produtos bacanas, que a gente sonha em ter na casa conectada.

Mesmo que você não tenha um aparelho com o sistema pareado, é possível usar uma tomada inteligente (smart plug) para levar a conexão com a internet a equipamentos que ainda não tiveram o sistema pareado com o do Google, como cafeteiras, ventiladores e despertadores. E o que não puder ser conectado dessa forma pode ser ajustado à realidade digital com a ajuda de uma empresa de automação residencial.

Riscos e investimentos

Como o próprio nome já diz, os gadgets são projetados pensando na tecnologia da Internet das Coisas, ou seja, funcionam via Internet e, assim como em celulares e tablets, eles também estão suscetíveis a ataques hackers. Uma residência conectada costuma ter fechaduras e iluminação controladas, o que pode tornar a ameaça ainda mais perigosa por conta do controle de dados da casa e da perda de privacidade.

Sem Internet não existe Internet das Coisas. Caso o morador de uma casa conectada tenha problemas com o Wi-Fi ou a conexão fique fora do ar os objetos passam a funcionar apenas com o propósito básico, como uma panela tradicional ou um simples controle remoto. Os locais onde ficarão as instalações e a instabilidade da Internet na região devem ser levadas em consideração.

O conceito da Internet das Coisas está chegando aos poucos no Brasil e, por isso, montar uma casa conectada com os aparelhos adequados pode significar um investimento fora dos padrões da maioria dos brasileiros. 

Então, antes de investir em uma cafeteira inteligente, confira prós e contras sobre os dispositivos baseados na Internet das Coisas. Sendo assim, pode ajudar a decidir se vale a pena começar a construir sua casa conectada.